| (no subject) |
[Feb. 8th, 2010|12:24 am] |
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na nossa língua: ninguém pertence mais a esse lugar, do que você. |
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| (no subject) |
[Feb. 7th, 2010|04:32 am] |
ai, sabe o que é? é esse tempo gelado que clama por corpo a corpo, as consoantes apagadas por vogais que não acontecem, explicaçao que da volta no tempo, pra que porque como foi? é de muito em muito ouvir que aquilo foi mais intenso do que você jamais desejou construir, e opa, para a fita, o filme, o conto: como foi mesmo que ele pronunciou isso aí? (quebro um copo)me desejo desejar. Bom dia Paris, quis te ver amanhecer. |
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| (no subject) |
[Feb. 1st, 2010|11:26 pm] |
| [ | Current Mood |
| | satisfied | ] | Sonhei com o meu proprio noivado, com o mesmo nome, com um olhar em que senti muito amor. estranhei sentir muito amor por uma pessoa que não existe. assim é nossa biografia, o sonho. tenho desejo de aumentar o corpo, porque tudo é tão tanto. os numeros largos, de linhas de metro, de ruas da cidade, de corredores na faculdade, e quando chego em bifurcaçao, quero provar todos. Nao me lembro de ter sido tão indecisa. A sensaçao na plataforma é um corpo cortado onde toda roupa é nenhuma misturando prazer, quase equívoco, com medo que é minha dose necessaria. Mas nasci pro alento(e alguma estabilidade construida). |
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| (no subject) |
[Dec. 30th, 2009|03:06 pm] |
| [ | Current Mood |
| | energetic | ] | Os tenis parecem tamancos, a conta de luz ta imensa, viva o dinheiro vivo. Ele não me dando bola no telefone, viva o dinheiro morto. Dezembro ja sendo janeiro, indeciso, vizinhos de portas abertas receitas de ano novo trocadas. Minha irmã não sendo me angustia o estômago, quais são as previsões? Não ganhei rubis, ganhei Letícia, Omar, Rajão, Sylvia, Rená, Barbara, Dimitri, Leticia de novo, comprei palavrinha palavrao. Querido diário aberto, as declarãções fantasiaram minha vida, fotografia do apelo, os anos a mais que eu. Continuei estabanada, sinceridade dolorida, os dias chegaram ao coração voando. Continuei. Existindo larga, afaguei meus amores, marias, lucenne. Tomei banho de lua, digitei até sentir câimbras. Me fisguei agora, no ultimo dia do ano impar, com 3 horas dormidas, desejando uma juventude irremediável. Depois, pisquei os olhos, sai da inércia, preparei malas com fôlego, o proximo, ano que vem, me espera. Tomarei banho de lua, digitarei até sentir câimbras. |
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| (no subject) |
[Dec. 28th, 2009|11:38 am] |
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Os sinais de tempo/segurar o cigarro de forma lúcida, porém charmosa/os dedos te comprometem, nem todos combinam/vergonha no aeroporto/o que você diria se encontrasse o outro no final do dia. do mês e do ano?/ isso só acontece uma vez no mês/ as pernas nao ficam bem para baixo, se projetam, se projetam para cima/ como se projeta pernas, também se projeta barcos?/ são os meios de locomoção/O meu só é bom porque o seu também é/ Encaixe/Esbarrar também é forma de carinho/Os carinhos mais rudes tem sempre conotação sexual/Imaginei que sentariamos na beirada para balançar pés e fingir que somos dois formando um/ Ao inves, apressamos o passo contra o escuro que vinha vindo/ Tinha uma moça da fala complicada/O primeiro nome, Sonia/ Posso te dobrar bem pequeno/ guardaria no bolso no lugar da moeda que entreguei a ela/ Não ter planos me faz/ O canibalismo simbolico que falamos na terceira pilastra da parte antiga/ Seu vício, sua descrença/ Seriamos canibais um com o outro/ Você segue o fluxo natural dos odores que dilatam o corpo, sabor, sabor/ Nao saberei o nome dos filmes/ Contarei os dias para nao devorar as páginas/ Toda honestidade tem explicação/ Entre os dedos, carne-viva, carne macia. |
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| (no subject) |
[Dec. 19th, 2009|01:58 am] |
Corto a franja as 3 da manhã, provavel que minha percepção esteja melhor a essa hora. Cabelos no olhos, boca e nariz. Em tempo recorde eu gostaria de contar esse medo de não fazer amigos: ele diz que eu tomo ar enquanto falo. As relaçoes se tornam estranhas, as pessoas se fazem barreira, o silencio é imposto, nunca houve falta de assunto, até. O amor de vocês transborda, a nota é um arrepio e o tempo, o todo, ele o amor, foi muito generoso com voce querida que te trouxe encaixe detalhe moda de viola aplauso. corro com as letras coloridas, gostaria de contar pros que perderam, me faltam palavras pra explicar o que mais gosto. Gritaria no intervalo. A poucos dias do final do ano, amparo a ansiedade acalma acalma os corpos retornam as suas inercias, escorrem coisas por si só. Com meus seios inchados confundido tecla ja coloquei a musica de voces pra trilha sonora da vida. quem sabe o amor nao esbarra nela. |
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| (no subject) |
[Dec. 16th, 2009|12:26 pm] |
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O meu corpo é minha resposta a todas as coisas que me acontecem. |
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| (no subject) |
[Dec. 7th, 2009|10:50 pm] |
Visualizei futuros acampamentos. Assim, deixa eu tentar explicar: se fecharmos a cortina mais fina, tudo que eles verão sera...o seu contorno. Nadariamos com os seios entregues ao vento, depois que eu gritasse para matar os soluços. nada de babas do copo de cabeça pra baixo. o deck me fez um fiapo de sangue que transborda, e me esqueço rapidamente disso quando penso no dia 25! Marquei data pra desaparecer, aposto nos vinhos baratos, toda a magia dos olhos dos outros, escreverei com as minhas proprias. Estarei boba tentando guardar os excessos colhidos em pequeno potes de futuro, chamarei de memória. meu açucar, meu sabor de tempo, o bairro da artista que pede para ser seguida enquanto ha solidao na cidade mais iluminada. Aprenderemos então a solidão desejando mais do que nunca alguem que nos passe as mãos pelos cabelos enquanto nos compreende na mesma lingua. Esse é o estado complexo: explicar sentimento na língua distante da sua. Das partes de dentro, nem sempre a traduçao. |
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| (no subject) |
[Nov. 30th, 2009|10:40 am] |
| [ | Current Mood |
| | contemplative | ] | Faziamos um desenho em L com os corpos, e os sorrisos dele eram intercaldos por um looongo periodo de suspiros, infeliz com todo o cotidiano, ele disse. Lhe contei uma pequena historia de times, respostas para se privar de discussoes, e acho que nao deixei transparecer que aquele fato me fazia falta, mesmo sorrindo macio como um ponto final. Mudando de assunto, ele me perguntou que fim lhe dei (ele teve): eu só disse mesmo que o fim nao fui eu que escrevi, que um dia eu o vi, e depois continuei caminhando achando tudo muito esquisito, mas me acostumei com o tudo passa. Ali mesmo aquilo se tornou tão pouco importante pra nós dois, pra ele que a ama ha 54 anos, pra mim que não amo, pra nós dois como o futebol. Tão pouco. |
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| (no subject) |
[Nov. 26th, 2009|12:36 am] |
As pessoas sem poesia. As pessoas com tanta poesia que transbordam. Os que avançam e os que recuam. Hoje pulsei mais um. Me ouvi até |
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| (no subject) |
[Nov. 24th, 2009|07:42 pm] |
vindo daquele videozinho mal projetado do chagall, deixa de ser piegas:
- la chose la plus importante du monde? - l'amour. |
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| (no subject) |
[Nov. 23rd, 2009|10:06 pm] |
Estou tingindo roupa com pó preto que comprei na loja de todos os artigos. talvez nao tenha sido uma boa idéia: derreto em frente ao fogão mexendo o liquido que até encanta. Toda semana compro um vidro desse, como droga. Borro as unhas, mancho o pijama, e a cozinha esta tingida também, enquanto mexo, cor se esparrama. Me tingi de vermelho hoje, na regiao das bochechas, as unhas de laranja, e umas partes do corpo de roxo. Ela diz que foi batida desastrada, e eu tremo cogitando a má circulaçao, coisa hereditária, preciso fazer aplicações. Pintei o sonho todo de salmão, quer dizer, no sonho, minha mãe é que pintava; e eu discutia chorando.
Estou tingindo em volta, ha meses, para a celebraçao do aniversario dela, e eu aposto que quando chegar o dia, ela vem toda-toda assim como se fosse qualquer outro normal. ja disse que tem gente que nasce pra cuidar, e outros, para serem cuidados.
você é brilhante cuidando.
Com as novas idades, algumas coisas desbotam ao espelho, e assim o sorriso. Mas eu sempre tento em voz alta contestar o que ela diz. Só para fazê-la mais feliz. Para lembrar que desbotam em multidoes de livros e peles, aveludadas, carninha da orelha macia. Tingindo as palavras como nos primeiros dias de vida, cabeluda, cabelo preto, que ela tinha comprado na semana passada. |
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| (no subject) |
[Nov. 22nd, 2009|06:31 pm] |
passaria a te escrever todos os dias como celebraçao. mas o tempo lento quando quer, rapido quando precisa, viria contra, contra o meu momento destemido. ouvia gente sussurrando que eu tenho é medo que alguem arrase o projeto, a casa, o corpo, a fala. Como se eu construisse meu proprio corpo, uma barreira aos apegos do mundo. Meus lugares eram salas de gente sem amor, que carregavam um pouco de tudo o que passou; todo mundo permanece ali por épocas. A ponta vermelha do nariz, eu gostaria de te mostrar, pra te embriagar, te valer, me quebrar. Tenho essa vontade de lamber tudo o que gosto, e também anotar cheiro pra vê se amarro o que vai, foi, e está. Me dobraria junto a esquina, pra ver se eu mesma, caberia um pouco em mim, um pouco em você. |
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| (no subject) |
[Nov. 20th, 2009|04:41 am] |
Parece que comi pedra. Com vinho. Nao prego o olho, do meu lado o vento cavalgando, alguns acima da velocidade permitida e meu descontrole que deveria ser lavado, esfregado até! acho que queria te dizer que fiquei nervosinha do seu lado, e aí eu desandei a falar sem sequer me ouvir, enquanto você, sua presença doce, e voce, estavam os dois parecendo além dali. Minha segunda pele implora para ser entendida. Afeto querendo quebrar o que te protege que me encanta. Se isso se apaga amnhã, que já ja é hoje, sou mais humana do que pensei. |
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| (no subject) |
[Nov. 15th, 2009|07:18 pm] |
Permanência é engano, agradar a todos é esforço terrível, gozo as 5 da manhã é sonho, arranhar as mãos com lixas de pés é pra fim do dia, ditado, palavras impossíveis, socos na parede e batom retocado na luz da vela é de sábado. Não desejar encontrar, é funcionar. O contrário, desesperar. Gordura lateral e calor de pele colando é mau humor, talvez para os outros, sexual. Um buraco estranho esconde todas as coisas que eu preciso, cruzo os dedos, aposto numa ultima vez que você não vai me decepcionar. Eu repetindo o meu silêncio é pra momentos inapropriados quando todos aqueles ficam um pouquiiiiinho algozes; poderíamos também viver como nos livros sem tempo estabelicido, sem mofo e purê de batata doce. é pirê? |
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| (no subject) |
[Nov. 9th, 2009|01:08 pm] |
Estou escrevendo isso numa contagem regressiva : falta um ar condicionado por aqui. Os saloes de beleza cismam em não abrir nas segundas-feiras, meu dia de folga. A vida deu uma paradinha pra eu dormir, comer e tomar sol. Não reconheço ninguém, não me esforço, e assim, tudo parece tão pouco intenso, que tem valido mais a pena contar os sonhos, do quê... Tive um daqueles confusos cheios de pessoas, ambientes, uns desejos mal escritos, e ai resolvi me comunicar( não sei que diferença faz). Depois veio o macaco fatiado, que teria sido um pesadela brabo se não fosse o relógio as 6:35 Oui! Je parle français. Com a temperatura subindo, o pecado sobe junto, e palmas pra vocês que sabem se deleitar nesse período de uso. Fim dos tempos, de todas as maneiras possíveis. Eu não vou assistir esse 2012 no cinema, porque desde o godzilla, impacto profundo, etecetera, eu não assisto filmes de fim do mundo. Me convencem facil. Preciso de um herói! (e a ânsia de uma fartura sentimental deu trégua) |
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| (no subject) |
[Nov. 2nd, 2009|06:10 pm] |
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um bom humor diurno, troca de roupa com o som nas alturas, esqueço dos pequenos momentos em que sou ignorada, a praia tinha espaço, peito do pé bem queimado, ninguém ali gosta de jogar cartas , queria beijo do vento, beijo de alguém, beijo do vento. Nunca fui ao cinema sozinha; procuro alguém para ver o michael na tela enooorme comigo. Recuo. Confesso pra ela que nao se cura amor com outro amor, se cura se bastando. alias, se cura? Os estragos ouvidos com copo de mate dooooooooce. Nem tudo é assim. Sento aqui, escurece. |
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| (no subject) |
[Nov. 1st, 2009|02:09 pm] |
Clara escreveu isso pra mim: acho que preciso de mais de uma existência para todos os meus amores...
nossas insuficiências |
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| (no subject) |
[Oct. 31st, 2009|02:24 am] |
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Com todas essas formulas de aglutinantes, química como matéria...como é mesmo? específica pra esse curso, gelatinas que também colam, colas que tem nome fantasia, paciência de jó. poderíamos inventar a solução do mundo: restaurar corações. |
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[Oct. 29th, 2009|12:01 am] |
eu não nasci para ser gente grande, dessas que resolvem burocracias, assina documentos. Ah não ser que sejam documentos declarando apreço,amor.....desapareço. as unhas cresceram fora do tempo, e esse estado que se agrava nos pequenos pedaços isolados de um cidade vem me deixando dolorida por dentro. A acompanhante seria mandada embora, ninguém mudaria a cabeça da dona, e eu quase virando lágrima; três noticiarios em sequência, as mesmas coisas ruins sendo repetidas. veja, é pra você não se esquecer. Um por um, pedindo um pedaço de si mesmo. Nasceram sem. Quando digo que estou impenetravel é porque não aprendi a lidar com a minha propria maneira de encarar tudo. A parte que restou, metade que não sobrou, vagueia, "uma grande poça separava os meninos" - descobri mensagens de tempos atrás. Eu viro poça.
Quando tudo que me sustenta, desmancha, você trata logo de dizer que partiu. |
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